O poder das perguntas na sala de aula
Quando escutamos alguém a transmitir conteúdo temos tendência para, ao fim de algum tempo, desviar a atenção. No entanto, quando somos envolvidos no processo de transmissão de conhecimento, tudo muda.
Mas como fazer esta transição?
A proposta é trabalhar a aprendizagem explorando as chamadas perguntas poderosas.
O que são perguntas poderosas?
São perguntas abertas e curtas, cuja resposta tem de ser diferente de um simples “sim” ou “não”. Por isso, promovem a reflexão e exigem um envolvimento e uma concentração maiores do que o habitual. Fomentam o pensamento critico, a responsabilidade e o empoderamento. Como são abertas, trabalham a consciencialização e reduzem os juízos de valor, contribuindo uma boa autoestima. Com o tempo promovem a curiosidade pelo novo, o foco nas soluções e a procura autónoma de conhecimento, conduzindo a uma aprendizagem mais comprometida, genuína e impactante.
As perguntas poderosas começam por: O quê, para quê, qual, quando, como e onde. O “porquê”, dado o seu caracter mais inquisitivo, deve ser deixado de lado.
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A utilização constante deste tipo de perguntas promove um ambiente de sala de aula curioso, aberto a desafios e, o que todos queremos, e onde o envolvimento do aluno no processo de aprendizagem é uma realidade. As perguntas poderosas têm a capacidade de ajudar os alunos a pensar nas próprias soluções e a questionar o mundo.
É certo que é exigente, numa primeira fase, para o professor. No entanto, os ganhos e benefícios a médio e longo prazo são incríveis e transformadores para todos.
Alguns exemplos podem ser:
- Como é que gostavas de aprender?
- Perante esta situação, como podes obter um resultado melhor?
- Como podes melhorar a forma como estudas?
- O que é que tu e os teus amigos podem fazer para resolver esta situação?
- Qual é o teu plano para terminares o teu trabalho antes da aula chegar ao fim?
- O que precisas fazer para saber mais sobre esse tema?
- Como se vão organizar para fazer este trabalho?
- O que é que este resultado de diz?
Uma vez feitas as perguntas, devemos estar atentos a toda a resposta, ou seja, devemos prestar atenção à resposta verbal mas também a toda a resposta não verbal: postura corporal, olhar, tom de voz… “Escutando” toda a resposta, de um modo empático e sem julgamento, conseguimos criar um ambiente de confiança e emocionalmente estável, onde os alunos se sentem protagonistas no próprio processo de aprendizagem.
Boas perguntas!
#mindsetchanger