Coaching nas Organizações
Todos os dias todas as organizações sejam elas de cariz empresarial, governamental ou mesmo social, são confrontadas com novos desafios, que exigem respostas rápidas, precisas e criativas. Exige-se aos colaboradores um nível de produtividade que só é possível com uma dedicação plena e comprometida com uma visão e missão. Exige-se colaboradores capazes de utilizar todas as suas competências profissionais e pessoais em prol de um objetivo comum e maior que os seus próprios objetivos pessoais. Exige-se competências emocionais nunca antes requeridas.
No meio de tantas exigências esquece-se, muitas vezes, a pessoa que existe dentro de cada colaborador. A pessoa que tem os seus próprios desafios para ultrapassar e os seus próprios objetivos para alcançar. A pessoa que tem o seu mapa de valores e a sua lista de crenças. Gerir uma empresa ao mais alto nível, prepará-la para responder de forma eficiente a todos os desafios é gerir, para além dos aspetos técnicos da atividade, todas estas dimensões humanas. O Coaching faz a diferença na complementaridade destas duas variáveis de gestão organizacional e as organizações, cada vez mais conscientes do papel determinante dos seus colaboradores no seu sucesso, estão decididas a apoiá-los. Até há alguns anos atrás cabia ao líder descobrir e indicar aos seus colaboradores o que era melhor para eles. Hoje, resultado da emergência deste novo paradigma de gestão e desenvolvimento humano, o líder deve ser o facilitador que assiste a que cada um descubra o seu potencial e a forma de coloca-lo ao serviço da organização.
Neste contexto, e tendo em conta o facto do objeto central do Coaching ser a pessoa, o Coaching surge como a ferramenta de excelência para alavancar processos de mudança e desenvolvimento organizacionais.
O Coaching é um processo que permite libertar o potencial humano que existe em cada pessoa, elevando os seus níveis de consciência face a si mesmo e ao que a rodeia, devolvendo o poder e a capacidade de decisão às pessoas, tornando-as livres e mais capazes de fazer acontecer. Na sua base o Coaching compreende cada ser humano como co-criador da sua própria realidade (consciente ou não) e detentor de todas as soluções para todos os seus desafios (quer o sabia ou não). O Coaching é uma ferramenta de desenvolvimento pessoal e profissional capaz de promover a mudança em direção às metas de uma organização, promovendo o potencial que existe em cada um dos seus elementos. Desenvolvido e aplicado numa lógica organizacional o Coaching trabalha sempre as pessoas, acreditando que melhores pessoas, ou seja, mais conscientes de quem são, mais equilibradas e descondicionadas, mais auto confiantes e por conseguinte mais motivadas para alcançarem os seus objetivos, desempenham melhores papeis.
Com uma metodologia direta e precisa o Coaching permite focar no essencial e verdadeiramente importante, compreender a importância de cada situação, ter consciência absoluta do que está em causa, das consequências e das hipóteses possíveis. Ter consciência das possíveis ações e desenhar o que se quer e como se quer. Permite compreender quem é o único responsável por cada ação a implementar e pelos resultados a obter. Finalmente, permite selar um compromisso único e inegociável que se constitui como garante de uma escolha que é tomada.
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Fazer formação em Coaching é desenvolver competências pessoais capazes de promover a excelência no papel de colaborador da organização. A formação promove o fazer acontecer, o positivismo e o foco nas soluções. Explorando as bases do ser humano a formação em Coaching facilita a compreensão das várias dimensões das relações humanas nas organizações, facilita a comunicação entre pares e níveis hierárquicos, consolida o espírito de equipa e reforça a cultura positiva da organização.
A sua aplicação numa organização deve ser realizada numa lógica descendente no organigrama. É fundamental uma gerência e/ou administração envolvida no processo, acreditando na sua filosofia e nos efeitos que uma humanização da organização podem provocar ao nível do seu crescimento e capacidade de resposta às mudanças e desafios. Mais do que em qualquer outro patamar, a administração será o exemplo a seguir e, aderindo ao processo, adquiri uma capacidade extraordinária de compreensão e ação sobre o mesmo. Torna-se responsável pelas suas próprias escolhas e nesse momento torna-se co-criadora da sua própria organização. Uma vez focada nos seus objetivos organizacionais, consciente das aprendizagens do passado e dos desafios do futuro, detentora de um plano estratégico a aplicar no presente, responsabilizada pelas suas escolhas e comprometida com a sua organização é o momento de alargar o processo aos diretores e quadros de chefia.
A cada momento o objetivo deve ser claro e conhecido por todos. Esta é a base de todo o trabalho pelo que deve ser tão simples e objetiva que qualquer elemento da empresa a compreenda. Equilibrando as variáveis pessoais e profissionais o processo deve continuar a trabalhar as competências de liderança e comunicação. Compreender-se a si mesmo, compreender a empresa como um todo, compreender que cada ser humano/ colaborador é único e por isso mesmo é fundamental respeitar a sua singularidade e aproveitá-la para trazer mais-valias à organização.
Finalmente, alargar o processo de Coaching aos restantes colaboradores. Mais uma vez, objetivos claros, metodologia presente e confidencialidade assegurada. É fundamental despertar a consciência do “eu” e do “nós”. É essencial facilitar a descoberta dos “porquês” de cada um, para que no final o “como” seja corporativo.
Hoje, perante as exigências do mercado e as transformações sociais emergentes, de que serve a uma organização ter os melhores profissionais na sua empresa se na prática esses recursos não se traduzem numa maior capacidade de resposta e de crescimento da organização? De que serve investir em tecnologias inovadoras e de última geração se as pessoas não estão alinhadas com o propósito de tais investimentos. De que serve ter tudo se os colaboradores desconhecem e não têm incorporada em si a missão da organização? É imperativo, e fator diferenciador, ter uma equipa comprometida com a Missão, Visão e Valores da organização. É fundamental que cada um se reveja no todo. É de senso comum que “sozinhos vamos mais rápido mas juntos vamos mais longe”.
Na verdade, a formação em Coaching e os processos de Coaching nas organizações vieram para ficar. Os seus impactos são muito positivos, transformadores e sinérgicos. Hoje, não basta ser suficiente quando se pode ser extraordinário. Hoje são os “porquês”, o propósito, que move colaboradores, fornecedores e clientes. O Coaching é a ferramenta de excelência para descobrir o grande “porquê” das organizações e encontrar respostas para o “como” lá chegar. Diria até que o Coaching é a alavanca para a felicidade das organizações